
Olá amigos e amigas, bom dia!
Refletindo por esses dias as maravilhas que Deus sempre faz por cada um de nós, lembrei-me dos dias que fiquei em missão no Amazônas, mais especificamente na cidade de Tefé, coração da Amazônia. Este ano completou-se dois anos desta experiência maravilhosa.
Tenho gravado em meu coração vários retratos deste pequeno céu perdido na imensidão de tanto verde.
Deus se mostrava simples e pequeno no rosto dos irmãos que visitamos no meio da selva amazônica, de suas humildes casas de palafitas, onde na maioria das vezes não chegava energia. Eram pessoas libertas das amarras do consumismo, e de tantos vícios modernos de nossos dias. Pessoas que se contentavam com o pouco que tinham pois era o necessário para sua sobrevivência.
Deus se mostrava sofrido e chagado no rosto dos irmãos da periferia de Tefé onde falta saneamento básico e saúde. Onde o poder público era praticamente ausente da vida de cidadãos que como nós nasceram e vivem nesta mesma pátria a qual chamamos de Terra de Santa Cruz, Brasil.
Deus se mostrava real e grandioso na natureza exuberante e cheia de vida, no espírito de comunidade dos irmãos amazonenses, na Igreja que ali ainda dava com dificuldade seus primeiros passos e como uma criança aprendendo a vislumbrar o mundo, uma Igreja alegre, que canta em rodas e dança diante do Senhor!
Deixamos nossas casas, nossa família e junto com outros jovens, alguns conhecidos, a maioria não, formamos uma nova família.
Padre Paulo Renato, Padre Fábio, Padre Volnei, Dom Moacir, Dom Sérgio, Diácono Alecão, Zé Luís, Gabriela, Gabriel, Ingrid, Marcela 1, Marcela 2, Denise, Gabriel, Malú, Valdelino, Letícia.
Amizades que permanecem até hoje.
Fui para a missão com o coração apertado, meu pai estava acamado e sua saúde cada vez se diluindo em meio há uma doença incurável. Quem deseja ir para a missão deve deixar seu barco, sua casa para seguir os passos do mestre sem olhar para trás. Lição difícil, mas recompensadora!
Deus em sua infinita bondade ainda me concedeu após minha volta mais 15 dias de compania com meu amado pai que hoje se encontra na glória de Deus.
Lembranças guardadas a sete chaves, compartilhadas hoje, e são inspiração para que nunca me perca por outros caminhos e me desvie do caminho da santidade. A Amazônia foi um divisor de águas em minha vida e tenho certeza que também assim foi na vida dos meus companheiros de missão, o qual lembro sempre com muito carinho e gratidão.
Dois anos de uma experiência inesquecível se passaram. De nossa partida rumo a Tefé no dia 8 de julho à nossa chegada em Guarulhos em 27 de julho de 2007, o que nos resta é o exemplo das lições vividas, a saudade do coração que desejava ficar um pouco mais. Ah Amazônia! A festa da natureza, que Deus pintou para nós, um legado em aquarela, sublime canção a exaltar a fauna, a flora, água, terra, cultura, altar da grande dança divina da vida, obra prima emoldurada de flores, terra de luzes e cores, arte feita com amor em singela poesia, Amazônia, quantas saudades!
Que lindo, fico feliz em saber que de uma missão você pode tirar tanta experiência.
ResponderExcluirSaiba que li atentamente cada palavra e me emocionei.
Quero partilhar que vc tem alma de poeta é uma pessoa sensível e será um grande escritor...
Um abraço de sua amiga "Deinha"
Que lindo Marcos...Parabéns..
ResponderExcluirRealmente, esse tempo que passamos em missão lá me ensinou mta coisa, que coloco em prática até hoje...
Nunca vou me esquecer todos os momentos que passamos juntos, todas as risads, todas as orações, todos os conselhos, todas as visitas às comunidades, tudo...Foi DIVINO...
Bjos
e obrigada por sua amizade e companhia durante essa missão...
Letícia